quarta-feira, 10 de junho de 2009

Surpresa! Texto original

Ha coisas que ninguem pode explicar. Hoje de manha abri a porta de casa e adivinha o que encontrei?

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36 comentários:

  1. Uma pequena chave dourada, uma pequena garrafa com uma etiqueta em que estava escito "BEBA-ME" e um pequeno bolo em que estava escrito "COMA-ME".

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  2. E um milhão de pessoas me passaram pela cabeça. Mas a caligrafia e o perfume que vinha da etiqueta era inconfundível.

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  3. Enfiei tudo na boca, a garrafinha, o bolinho e a chave, mastiguei bem e engoli. So não havia comido as etiquetas. Cheirei de novo aquele perfume e comi tambem as etiquetas.

    Alguns segundos depois minha perna crescia, meu braço diminuia assim como minha cabeça e meus pés num ritmo de vai e vem incontrolavel. Até um milhão de pessoas em que pensava sairam correndo apavoradas. Olhei em volta.

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  4. -e vi que eu não era mais o mesmo, as coisas haviam mudado muito desde a chegada daquilo que eu achava que seria a melhor coisa da minha vida.........

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  5. (-eu Gregor Samsa havia sofria uma metamorfose)......

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  6. A rua estava deserta, ninguem havia me visto. Estava disforme e as coisas continuavam no fluxo de cresce e diminui. Corri para dentro de casa e fui me olhar no espelho.

    O horror!

    Tinha 5 olhos, tres orelhas, a cabeça tinha um monte de pelotas azuladas, o cabelo ficara espetado e continha diversas cores. Abri a boca e começou a sair musica, nao conseguia mais falar. O que era que tinha naquele bolo?

    Ficava com 3 metros de altura depois diminuia pra 60 centimetros, as vezes perdia o equilibrio e quase caia. Foi quando a camapinha tocou.

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  7. Cássio Amaral postou o coment em
    10/06/2009

    "Vim, vi e venci"

    rasgo do infinito além fogo dos deuses no brilho estelar.

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  8. Boquiaberto observei o tipo a minha frente, vestido de Julio Cesar com um capacete de astronauta que impedia ver seu rosto.

    – Vc é um alienigena ? perguntei.

    – Sim terraqueo! Todos os terraqueos parecem com vc? perguntou o ser.

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  9. eu mais que depressa respondi;
    _sim, somos todos parecidos.Bem que vovô dizia:
    _quem tem pressa come cru e quente.
    O que o alienígena estaria pensando eu, com meus 60cm e totalmente desequilibrado,que somos todos uns nanicos bebados,talvez...

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  10. – Vcs são muito feios terraqueos, disse o alienigena me medindo de cima abaixo, parece até que comeram o bolo de Horus e beberam do suco de Urano! So seriam mais feios s tivessem comido tambem a chave da caixa de Pandora...
    – Como ela se parecia? perguntei eu.
    – Pequena, dourada, tipica chave da caixa de Pandora...vc não... oh meus deuses, vc comeu a chave de Pandora! Mas que coisa terrível!
    – mas estava escrito coma-me...
    – ...mas não na chave, la não estava escrito nada seu terráqueo glutão! Agora só há um remédio.

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  11. Agora preciso encontrar a caixa de pandora na esperança de que a chave seja atraída pelo orifício em que se encaixa à perfeição, mas isso implica em correr o risco de

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  12. que completa, ainda mais bela, será aberta, a esperança novamente nãoooooooooooo...

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  13. Pequeno ou grande qual a diferença? O que realmente me importa é que benefício essa chave me trará?
    Seria aquela chave mesmo a solução?
    Ou me atrairia mais problemas?

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  14. Queria muito que a lembrança em pacote de festa falasse de amor e esperança.Queria...OH! como queria que fosse festa de brigadeiro e infãncia.
    Só não queria e não queria mesmo que fosse um brinde comercial,algo impessoal.A fita vermelha era o tom que faltava ao dia ,amanheci tão pantufa e água morna.
    Foi com dedos mansos que comecei a desvendar o pacote.Bem leve.
    Fui breve!
    A curiosidade é apressada...e no pacote...uma calcinha de renda bem fininha e perfumada que um dia despi apaixonada.

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  15. Ao dizer isso o alienigena começou a chorar. Logo entendi que tratava-se de um alienigena com o coração partido. Nada podia fazer por ele... ou ela.

    Vc sabe como faço para extrair a chave pelo orificio? perguntei inocente.

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  16. – O que é interessante? perguntei.
    – O fato de vc ter comido a chave e querer tira-la agora pelo orificio...
    – Não acho nada interessante, queria ver se fosse vc a expelir a chave pelo seu orificio.
    – Nos de outro planeta temos orificios mais flexiveis e mais objetivos que os humanos. Este aqui por exemplo é o meu orificio de perceber a atmosfera, e este aqui serve para emitir um gas de comunicação (que vcs não entenderiam por lhes faltar emissor e receptor). Mas o que mais lhe falta no momento, é este aqui olha,_- disse o alienigena mostrando um buraco debaixo do braço - que permite nos livrar-mos de coisas que comemos antes dela cair no sistema digestivo.
    – Muito interessante sua fisiologia sr.... er, como é seu nome?

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  17. – Rhoda, a seu dispor. E o seu nome?
    – Gregor. Me chamo Gregor.
    – Bom Gregor, porque vc quer extrair a chave por seu orificio? me parece que a chave em vc pode atrair o orificio a que ela se destina.
    – Exatamente como a profecia n. 11 de Fred, o grande
    – Sim jovem Gregor, exatamente como vaticinado, a chave o levara a caixa, assim como em meu sonho, tirando sua fita vermelha...
    – sei sei, e achando a calcinha , é eu lembro desta parte...
    – Vc não tem idéia do que tem debaixo deste meu capacete.
    – Naaa, o orificio debaixo do braço ja fez o serviço, prefiro não saber muito da sua anatomia.
    – Olhe Gregor, vou ajuda-lo a encontrar a caixa de Pandora e a conseguir de volta sua forma original.

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  18. Depois de navegar por diversos planetas tão distantes da Terra, eis que os dois chegam a um planeta todo escuro, cheio de monstros muito feios.

    Aqueles monstros eram assustadores, tinha o corpo todo rosa, cheio de plumas azul claro e todos tinham um rosto assustadoramente alegre.
    - Onde estamos? - perguntei.
    - Caro Gregor, estamos no Planeta Diaust, segundo meu comando super avançado, a caixa està aqui. - respondeu Rhoda.

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  19. – Uau! é daqui que vc vem Rhoda? estes bicharocos porai são muito mais feios que eu!
    – estes são os microbios Gregor, não fale com eles, é melhor vc não se associar a seu estilo de vida.
    – Vc é mesmo uma alienigena atrevida hein? acha que eu ia ficar mano dos microbios so pq eles sao exquisitos como eu? Ora, por favor!
    – Não perca o objetivo Gregor, vc tem que se concentrar na caixa. E não me pergunte onde esta, eu não sou daqui. Vc sente a força da chave na sua barriga?

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  20. não! na barriga é só um reflexo, sinto mesmo é aqui olha, e me apontou os dedos dos pés.
    caminhar e sentir é o normal por aqui.
    porque pra vcs não é assim?
    Era, mas perdemos a chave e com ela

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  21. essa sensação tão estranha, sabe a gente sente com outros òrgãos.
    - Como assim? - Rhoda se interessou por aquilo.
    - Bom... A gente, humanos, ouvimos com isso aqui...- Apontei a orelha
    - ... falamos e nos alimentamos com isso aqui... - Apontei a boca
    - ... vemos com isso aqui...- Apontei os olhos - ...e sentimos as coisas com isso aqui! - Mostrei-lhe as mãos.
    - Que estranho! - Falou Rhoda

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  22. Neste instante a chave começou a sair pelo meu orificio. A boca. Não pude evitar. E ao cair no chão a chave fez com que minhas proporções voltassem ao normal.

    – ah! agora to entendendo melhor, disse Rhoda, posso ver seus sensores, até que não somos assim tão diferentes... a não ser pela gulodice, eu jamais comeria uma chave.
    – Nem eu, respondi, pensei que era de chocolate ou algo assim.
    – Bom, agora que vc esta se sentindo melhor podemos retornar a busca pela caixa de Pandora. Na verdade ela se encontra justamente aqui e apontou para

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  23. Antes mesmo que Rhoda completasse a frase para dizer onde a caixa de pandora se encontrava, não contive o riso e comecei a gargalhar convulsivamente. Ele havia apontado para a minha barriga!!
    Mas se a caixa estava exatamente onde a chave estava, porque eu não a havia sentido antes?

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  24. Seria algo inexplicavel...
    Porque nem eu, nem Rhoda sabíamos a resposta para esta questão.

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  25. Rhoda então sugeriu que procurássemos o seu mestre. Talvez ele pudesse responder a esta questão. E, podendo esclarecer como a caixa foi parar lá, talvez ele poderia dizer como tirá-la, para que então

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  26. possamos entender este mistério. Afinal de contas não se abre a caixa de Pandora todos os dias alem do estomago ser um lugar muito peculiar para ela estar.

    Depois de muito caminhar chegamos a uma lagoa de onde saiam vapores psicodelicos com ruidos extraordinarios. Ali, tranquilamente recostado sobre uma pedra estava o maior sapo que ja vi em minha vida. Mas não era um sapo gosmento, ele tinha uma certa majestade tipica dos quelonios em idade madura. Rhoda apontou para ele e disse:
    – Eis o mestre, faça sua pergunta, se ele estiver de bom humor, vai responder. Mas cuidado, se ele estiver solitario ou de mau-humor ele te transforma numa sapa e ai as consequencias podem ser graves.

    Olhei para ele, ele se desencostou da pedra, me olhou, piscou um olho, depois enconstou na pedra de novo.

    – ahn, senhor sapo..? arrisquei
    – Professor Sapo, tenha a bondade! me corrigiu o batráquio indicando uma pedra para que me sentasse.

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  27. Desculpe-me. professor Sapo. Vossa Excelência tão elegante e não possui olhos. Por quê?

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  28. – De que te servem olhos, se vc não pode ver?
    – Desculpe professor, mas esta frase o sr. tirou do filme Matrix
    – Não meu jovem, la era a boca do Neo que não podia falar.
    – Mas porque o sr. não tem olhos?
    – Porque não preciso deles para ver os mosquitos do brejo.
    – Mas... os mosquitos tambem amam...
    – Azar deles, vão se amar dentro da minha pança... mas vc tem alguma pergunta relevante pra fazer?

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  29. naõ diria relevante,foi o que ouvimos, pra nosso espanto, um voz fininha, com risadinhas vindo da lagoa e, nas mão jogando pra lá e pra cá uma caixinha.
    Que sapinho brincalhão.
    Um imenso silencio, tomou conta de todos nós. Duas caixas?

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  30. – minha pergunta talvez seja irrelevante falou o sapinho, mas como vcs podem ter certeza que esta aqui não é a verdadeira caixa de Pandora?

    – Então a caixa não esta em minha barriga? perguntei

    – Não, disse o professor sapo, a verdadeira caixa de Pandora é guardada por meu neto ali. Mas ele não tem a chave. Você tem. So vc pode decidir se abre a caixa ou não. Mas esteja avisado que se abrir terá de enfrentar as consequencias de seu ato.

    Peguei a chave e mostrei pro pequeno sapo, ele veio pulando com a caixa na mão.

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  31. e pulando entregou-a mim.
    oh.dúvida cruel! Abro ou não abro?
    Escolher, eis a questão!
    Não, não farei isso sozinho, de jeito nenhum.
    E ali, sentados na pedra branca, pela primeira vez,decidimos em grupo que o melhor seria

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  32. cantar uma canção.

    – O professor começou com um profundo Sol. O sapinho fazia backing vocals. Rhoda começou um solo tipo the great gig in the sky do pink Floyd enquanto eu fazia o ritmo batendo nas pernas.

    – Foi ficando bonito, bonito, derrepente ouviu-se um clec! A caixa havia se aberto espontaneamente.

    E da caixa

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  33. saíram nuvens coloridas... rindo felizes e cantando a nossa canção.

    Todos estavam espantados.
    - Não se iludam. Elas são bonitas mas são perversas! - disse o sapo, que logo se transformou numa espècie de esquilo mestre. O neto dele tinha virado um tigrezinho lutador de kung fu, e atè eu tinha virado o Kung Fu Panda.
    - Nosso encanto acabou. Quando se abre a caixa de Pandora, nós voltamos a nossa forma normal.

    - Mas esta não é minha forma normal! - Exclamei desesperado. O 'esquilo' com uma cara de sacanagem disse:
    - Esta a consequencia de quem abre a Caixa de Pandora!

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